Curitiba

Capital do estado do Paraná, situada na região Sul do Brasil, Curitiba pode ser considerada uma cidade com a qual a classe média se identifica: níveis de qualidade de vida acima da média, abundância de locais para diversão e facilidades de uma cidade grande (aproximadamente 1,5 milhões de habitantes, sem contar a região metropolitana).

A cidade tornou-se, principalmente nos últimos dez anos, atração turística devido à modernização da sua estrutura de lazer. O enfoque maior é dado ao contato com a natureza, que pode ser desfrutado nos vários parques distribuídos pela cidade, cada um com características particulares. Além disso, a rede gastronômica curitibana tem merecido destaque nos últimos anos, oferecendo variedade e principalmente qualidade, seja para um almoço "voraz", um jantar mais formal, um "happy hour" entre amigos ou um lanche de fim de tarde.

O objetivo desta página não é ser um guia detalhado de Curitiba, nem fornecer detalhes históricos ou geográficos sobre a cidade, mas sim transmitir as minhas impressões pessoais sobre alguns dos seus pontos turísticos e exibir algumas fotos desses lugares. Espero que isso possa ser aproveitado por um eventual turista que leia esta página ou até mesmo pelos próprios moradores, que muitas vezes não conhecem a sua cidade e não desfrutam da sua beleza tanto quanto poderiam.

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Observação: clique nas imagens para vê-las ampliadas.

Parques

Parque Barigui
Parque Tanguá
Parque Tingui (memorial da Ucrânia)
Bosque do Alemão
Jardim Botânico
Parque do Passaúna
Parque Iguaçu
Parque São Lourenço
Bosque do Papa
Pedreira Paulo Leminski

Praças

Praça do Japão
Fonte de Jerusalém

Edifícios

Ópera de Arame

Bares / restaurantes / happy hour

Beto Batata
Beck's
Taco Pancho
Madalosso
Pizza Set
Sub's

 


Parque Barigui

Este parque está localizado entre a BR-277 (estrada que leva a Ponta Grossa) e a rua Manoel Ribas (que leva a Santa Felicidade). A parte mais frequentada do parque, descrita aqui com mais detalhes, fica entre a BR-277 e a rua Cândido Hartmann (onde está situado o Museu do Automóvel).

Destaca-se, no visual do parque, o grande lago bem no seu centro. É um lugar bastante bonito, principalmente no horário do pôr-do-sol, e a sua exuberante área verde apresenta um grande contraste com a visão dos edifícios dos bairros ao seu redor; perfeito para descansar e manter um contato com a natureza, sem porém se desligar da "presença" da cidade grande logo ao lado.

Talvez por esses atrativos, o parque Barigui é um dos mais frequentados locais de lazer de Curitiba, se não o mais frequentado. Nos finais de tarde e nos finais de semana o número de pessoas que aproveitam as suas pistas de cooper e ciclismo (3300 m de extensão e totalmente planas, o que é um grande atrativo) para a prática esportiva é bastante grande. Além disso, o parque possui uma área com bares bastante frequentados, um parque de diversões, um restaurante e um centro de exposições.

Particularmente interessante é a fauna que habita o parque Barigui. Lá se pode ver desde os tradicionais (porém nem sempre amigáveis) quero-queros até capivaras, que habitam as ilhas do lago, além de um já "lendário" jacaré. A presença deste é denunciada por uma placa, colocada pela prefeitura, que instrui os visitantes sobre como se comportar com o animal; eu, porém, nunca tive a oportunidade de vê-lo, comenta-se que é um bicho bastante "tímido".

Dicas sobre o parque: não se esqueça de comer um saquinho de pipoca salgada com bacon, ou um saquinho de pipoca doce com pedaços de côco nas barraquinhas perto dos bares. Além disso, se pretende andar de bicicleta prefira dias durante a semana e evite os sábados e domingos, quando você corre o risco de atropelar alguém.

 


Parque Tanguá

Está situado na chamada "zona norte" da cidade, um pouco mais a oeste. Para quem está passeando pela cidade, é a próxima parada depois da Ópera de Arame e da Pedreira Paulo Leminski, já que está bem perto.

Vista da pedreira dinamitada para a construção do túnel
Vista do bar "flutuando" sobre o lago
Vista do lago, a partir da passarela que atravessa o túnel

 

O parque Tanguá é um local muito bom para tirar fotos, dada a diversidade das suas paisagens (confira nas fotos). Da parte de cima pode-se visualizar uma bonita floresta de pinus, bem como o lago no qual desagua uma cascata artificial. Sobre este lago foi construído uma espécie de bar e uma passarela, que atravessa a pedreira vizinha (não é a pedreira Paulo Leminski, e sim uma pedreira do próprio parque ) através de um túnel aberto à base de dinamite.

Vista da floresta de pinus
Vista dos chafarizes e tanques na entrada principal
Vista oposta da entrada principal

 

Coisas para se fazer neste parque? Como já mencionei, tirar fotos, curtir a beleza do local e fazer uma boa caminhada. Para quem se aventurar a percorrer as pistas de cooper, um aviso: depois de descer até a parte de baixo, onde estão o lago, a passarela e o bar, a subida de volta é bastante íngreme, se você estiver cansado ou fora de forma não se arrisque (sob pena de ter que ser apanhado de carro lá embaixo ou "empurrado" ladeira acima...).

Tanque do qual cai a água para a cascata artificial
Vista da queda e de parte da fachada
Vista da pedreira e da cascata artificial

 


Parque Tingui (Memorial da Ucrânia)

O parque Tingui está situado logo após o parque Tanguá, em relação a quem vai do bairro Pilarzinho para Santa Felicidade através da estrada (da qual, infelizmente, não sei o nome) que dá origem à rua Toaldo Túlio. É uma espécie de "Barigui em miniatura", com um curso de água central (não soube dizer se é água parada ou não) e gramados ao redor desse curso, através dos quais passa uma pista de cooper.

 
Vista da entrada do parque
Curso de água e vegetação

 

O parque é um local muito agradável para caminhadas e para um eventual churrasquinho no fim de semana; obviamente deve-se chegar bem cedo, porque as churrasqueiras são poucas, e é desaconselhável se fazer churrasco no inverno porque a proximidade das árvores torna o ambiente extremamente frio.

Ponte sobre o curso d'água
Chafarizes. Ao fundo, habitações da vizinhança "proletária"

 

O ponto alto do parque Tingui, na minha opinião, é o memorial da Ucrânia, localizado no final do parque (do ponto de vista de quem entra nele pela estrada que começa na estrada da qual não sei o nome). Este memorial é composto por algumas casas em estilo ucraniano e uma igreja típica (confira nas fotos); dentro dela são expostos artigos típicos da cultura ucraniana, tais como pinturas e as famosas pessankas, que são ovos pintados à mão. Vale a pena também tirar uma foto de um monumento em forma de pessanka, situado ao lado da igreja.

Casinha típica ucraniana

Vista da entrada do memorial, com a igreja em destaque

Monumento em forma de pessanka

 


Bosque do Alemão

O bosque do alemão está situado no Pilarzinho, perto dos transmissores das redes de televisão (não sei exatamente o endereço). É uma espécie de grande praça, preenchida na sua maior parte por uma floresta (daí o nome "bosque").

Igreja no parque
Entrada pelo lado oposto do bosque
Queda d'água artificial

 

Por dentro do bosque o visitante pode percorrer uma trilha que o atravessa por completo. Nessa trilha existem marcos, cada um deles contando um pedaço da história de João e Maria (se você ainda não conhece a história, é uma boa oportunidade para conhecer). Bem no meio do bosque existe uma biblioteca onde, pelo que eu sei, são apresentados espetáculos de teatro infantil.

Vista de baixo da queda d'água artificial
Vista da cidade a partir do mirante
Vista do mirante

 

O ponto alto do bosque, literalmente, é um mirante que existe na sua parte mais alta. A partir desse mirante o visitante pode visualizar grande parte do centro de Curitiba. Conta-se que é um ótimo lugar para se passar o reveillon e apreciar o show de fogos de artifício.

Dica: é um ótimo lugar para ler um livro ou namorar, principalmente nos bancos que ficam em frente à queda d'água artificial.

 


Jardim Botânico

Considerado um dos principais cartões postais de Curitiba, o Jardim Botânico contém o que o seu nome sugere: flores, muitas flores, que contribuem para o visual exuberante do local. Mais conhecida, porém, é a vista da estufa, construída em uma estrutura de metal e que abriga várias espécies de plantas. Pelo que pude perceber, grande parte delas são plantas nativas da mata Atlântica, presentes na região litorânea do Paraná.

Além de conhecer e curtir a flora do local, o visitante do Jardim Botânico pode fazer uma caminhada na pista de cooper; aliás, são várias pistas que se cruzam porém nem todas são muito planas, o que pode dificultar uma caminhada em um ritmo mais puxado. Também interessante é o lago, cuja abundância de peixes (creio que são carpas) é facilitada pela proibição da pesca no local.

Onde se localiza o Jardim Botânico? Na saída para a BR-277 rumo às praias, no final da avenida Centenário.

Dica: passe de carro à noite pela avenida Centenário, no sentido de quem vem das praias, e aprecie o visual da estufa (com sorte, ela estará iluminada) contra os prédios do bairro ao fundo. Se a noite estiver nublada melhor ainda, o céu adquire uma coloração alaranjada devido às luzes da cidade.

 


Parque do Passaúna

Antes de falar sobre o Passaúna, é importante comentar as formas de chegar lá. De carro é simples como em qualquer outro lugar, embora seja meio longe, na Cidade Industrial, com acesso pela estrada que passa ao lado da Volvo e depois seguindo as placas. Mas o legal mesmo é ir até lá de bicicleta, com um roteiro sugerido: partindo do Campina do Siqueira, cruzar o Campo Comprido pelo meio (não pelas ruas principais da Ecoville), depois chegar no Fazendinha e por ali cruzar a avenida Juscelino Kubitschek e entrar na estrado ao lado da Volvo. O caminho não é propriamente fácil, mas tem de tudo: ruas movimentadas (para aqueles que "gostam" da proximidade com os espelhos retrovisores alheios), subidas, descidas e passagem por ruas que parecem saídas de uma cidade do interior.

Depois de chegar ao Passaúna o visitante pode então curtir a beleza do parque, que foi construído ao longo do lago da represa do rio Passaúna. Este lago é bastante grande e pode ser melhor visualizado a partir de um mirante, colocado bem na entrada do parque. Ao longo do lago, uma pista de cooper razoavelmente extensa (não sei dizer a extensão exata) para o visitante fazer a sua caminhada.

Dica: se você decidir seguir o roteiro de bicicleta, beba um caldo de cana quando chegar lá (se não tiver problemas com o excesso de glicose, é claro).

 


Parque Iguaçu

Como toda grande cidade que se preze, Curitiba tem um zoológico (não tem um aeroporto decente, mas tudo bem), e esse está localizado na divisa com São José dos Pinhais, com acesso pela rua Marechal Floriano, dentro do parque Iguaçu. Embora o parque seja bastante grande, apresentando inclusive toda uma estrutura para a prática de canoagem (se não estou enganado já sediou um campeonato mundial), vou me concentrar na descrição do zoológico, que é a parte mais famosa.

O acesso ao zoológico pode ser feito por duas vias, sendo a mais utilizada aquela já citada, pela avenida Marechal Floriano. É uma estrada que passa por entre as cavas do rio Iguaçu, que são tanques aparentemente bastante "inocentes" mas que apresentam, em alguns casos, grandes profundidades; por isso, não é aconselhável nadar lá nem muito menos cair de bicicleta ou de carro, como já aconteceu com algumas pessoas. A segunda via, menos conhecida, inicia-se no final da rua Francisco Derosso, no bairro Alto Boqueirão, e termina bem na entrada do zoológico, sem passar pela região das cavas.

No zoológico o visitante pode encontrar uma variedade muito grande de animais, desde pássaros como pavões e emas até mamíferos de grande porte, como girafas e hipopótamos; a girafa, particularmente, é bastante dócil com os visitantes. Interessante é o local onde ficam confinados os grandes felinos, como tigres e leopardos, porém o mais famoso deles, que é o leão, fica em uma grande área aberta separada dos demais e nem sempre se exibe em público.

Dicas: o parque é bem grande, se você quiser dar bastante atenção a cada um dos bichos vá com bastante tempo. E se levar crianças, esteja preparado para carregá-los no colo porque a caminhada é grande.

 


Parque São Lourenço

O parque São Lourenço é passagem para o visitante que sai do centro da cidade e vai em direção à Ópera de Arame, pedreira Paulo Leminski e parque Tanguá. Nem por isso ele deve ser considerado somente um ponto de referência e merece também uma visita.

Para quem gosta de andar de bicicleta, o parque São Lourenço, juntamente com o bosque do Papa, são com certeza os parques mais acessíveis, tanto do ponto de vista da facilidade de acesso quanto do ponto de vista da segurança. Existe uma ciclovia que inicia no parque Iguaçu, passa pelo centro da cidade, pelo Passeio Público, pelo bosque do Papa e termina no parque São Lourenço, possuindo um ramo que dá acesso às imediações do Jardim Botânico; particularmente o trecho que vai do centro até o parque São Lourenço é bastante agradável para um passeio.

Vista do lago
Lago e ciclovia entre as árvores
Playground para as crianças

 

Chegando ao parque, o visitante tem à sua disposição uma pista de cooper/ciclismo ao redor de um lago, mais ou menos nos moldes do parque Barigui porém de menor extensão. Para quem gosta de praticar skate ou andar de carrinho de rolimã, existe uma pista que aproveita uma grande descida no final do parque; por essa descida também passa a ciclovia que dá acesso ao parque Barreirinha, porém subi-la de bicicleta não é tarefa tão fácil.

 


Bosque do Papa

O bosque do Papa está situado nas vizinhanças do Centro Cívico e também faz parte do roteiro que leva aos parques Tanguá e São Lourenço. O acesso por bicicleta é preferível, pela mesma ciclovia que dá acesso ao parque São Lourenço.

Casinha típica polonesa
Uma espécie de "paiol" típico

 

A principal atração do bosque do Papa, além da floresta, são as casinhas provenientes da colonização polonesa no estado, cuidadosamente colocadas ali como homenagem aos colonizadores poloneses e também ao papa João Paulo II (que, aliás, inaugurou o parque no início da década de 80). O visitante, além de ter uma amostra do modo de vida dos primeiros colonizadores poloneses, pode comprar souvenires e apreciar o ambiente relaxante do bosque, quase no centro da cidade.

Interior da casinha típica
Ao fundo, igreja da Ucrânia (não a do parque Tingui)

 

Dica: não deixe de beber alguma coisa no bar que existe à beira da ciclovia, do outro lado do córrego que ladeia o bosque. Lá você vai ter a rara oportunidade, nos dias de hoje, de apreciar rock anos 70 e 80 como som ambiente.

 


Pedreira Paulo Leminski

A pedreira Paulo Leminski não pode ser considerada propriamente um parque. Ela é, na verdade, um espaço para eventos, conjugado à área da Ópera de Arame, que foi feito a partir do aproveitamento da área de uma antiga pedreira abandonada. Fica na rua João Gava, que começa em frente ao parque São Lourenço.

Memorial Paulo Leminski
Vista do lago e fundos da pedreira
Vista do palco

 

A pedreira possui um grande palco, com toda a infra-estrutura para acolher espetáculos, um lago ao fundo e um grande espaço para o público; estima-se que em torno de 50 mil pessoas estiveram lá presentes ao show do AC/DC, em outubro de 1996. Outras atrações internacionais que já marcaram presença na pedreira foram: Paul McCartney, José Carreras, Iron Maiden, Ramones, entre muitas outras.

 


Praça do Japão

A praça do Japão, embora talvez não seja considerada um dos principais pontos turísticos da cidade, chama a atenção de quem passa por lá. Em meio a um mar de edifícios no bairro do Batel esta praça cria um contraste bem interessante, dado o seu ambiente que lembra bastante uma localidade japonesa, quase um lugar "bucólico".

Construção japonesa típica. Ao fundo, o contraste dos edifícios
Lago e vegetação da praça

 

Um dos públicos que mais frequenta a praça do Japão, além dos eventuais visitantes diurnos que vão lá simplesmente para relaxar sentados em um banco, é formado por casais recém-casados tirando fotos para os seus álbuns de casamento. Mas vale a pena fazer uma visita para tirar também algumas fotos mais "convencionais".

Uma árvore "já não tão florida"
A "batalha" contra os arranha-céus

 

Dica: fica na rua Sete de Setembro, no fim da República Argentina, e pode-se chegar lá pegando qualquer ônibus biarticulado que passe no terminal do Portão.

 


Fonte de Jerusalém

Este também não pode ser propriamente considerado um ponto turístico. Mas vale a pena ao menos observar o visual da pracinha que contém a fonte de Jerusalém, no cruzamento das avenidas Arthur Bernardes e Sete de Setembro.

A fonte (e um bocado de poluição visual)

 

A curiosidade em relação a essa fonte é o fato de ela ser muitas vezes alvo de "engraçadinhos" que jogam sabão em pó nas suas águas, criando uma espuma que invade as ruas ao redor. Nunca cheguei a observar esse fato, mas já faz parte do folclore do local.

 


Ópera de Arame

A Ópera de Arame não é propriamente uma ópera e muito menos feita de arame. Mas esse é um nome que exprime bem a finalidade do lugar, que é a de servir como teatro e palco para espetáculos culturais de todos os tipos. E é, ao mesmo tempo, um ponto de visitação devido ao local em que foi construída (sobre um lago, ao lado da pedreira Paulo Leminski) e à sua arquitetura tubular arrojada.

Entrada da ópera
Lago e queda d'água que compõem a paisagem
Vista da entrada, a partir da ópera

 

O tipo de evento mais realizado na Ópera de Arame é, sem dúvida, colações de grau dos cursos de graduação de Curitiba (inclusive a minha colação de grau foi lá). Nessas ocasiões, principalmente em meses de outono e inverno e à noite, o local é geladíssimo, porém isso se torna uma vantagem no verão. É um local que vale a pena conhecer.

Dica: no andar de baixo existe uma lanchonete que vende uma torta de limão apetitosa (pelo menos vendia da última que vez que fui lá).